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Amazônia ganha protagonismo nos debates do Fórum da Internet no Brasil, em Belém

Evento reuniu quase 1,5 mil participantes e destacou temas como soberania digital, conectividade, inclusão e protagonismo de povos indígenas e comunidades tradicionais

02/06/2026 às 19h17
Por: Redação Fonte: Jornalista João Neto
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Amazônia ganha protagonismo nos debates do Fórum da Internet no Brasil, em Belém

As discussões sobre a Amazônia ocuparam posição central na programação do 16º Fórum da Internet no Brasil (FIB16), realizado entre os dias 25 e 29 de maio, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia, em Belém. Ao longo de cinco dias, o encontro reuniu especialistas, pesquisadores, representantes do governo, organizações da sociedade civil e empresas de diversas regiões do país para debater os principais desafios e oportunidades relacionados à governança da internet, inclusão digital e transformação tecnológica. Ao todo, o evento promoveu 55 atividades, entre workshops, sessões principais, trilhas técnicas e painéis, e recebeu 1.494 participantes, sendo 1.128 presencialmente e 366 de forma online.
 
A programação trouxe para o centro do debate questões ligadas à conectividade na Amazônia, soberania digital, infraestrutura tecnológica, preservação de saberes tradicionais e o uso de tecnologias voltadas ao desenvolvimento sustentável da região. Temas como regulação de plataformas digitais, soberania de dados e os impactos das novas tecnologias também estiveram entre os assuntos mais discutidos durante o fórum.
 
Territórios
 
Entre os destaques estavam workshops voltados aos povos indígenas e comunidades tradicionais. A atividade “Soberania Digital Indígena” reuniu lideranças, pesquisadores e comunicadores indígenas para discutir autonomia tecnológica, redes comunitárias e letramento digital. Outro painel, “Vozes em Rede: Experiências de Inclusão Digital e Soberania Linguística Indígena”, abordou iniciativas de preservação de línguas originárias e o uso da internet como ferramenta de fortalecimento cultural. Também integrou a programação o debate “Comunidades quilombolas e a relação com a internet: entre a vulnerabilidade e a exposição indevida”, que discutiu os desafios enfrentados por essas populações no ambiente digital.
 
A região amazônica também esteve presente em debates sobre infraestrutura e acesso à rede. Sessões como “Conectividade & Inclusão Digital na Amazônia Brasileira” apresentaram estudos voltados à ampliação de indicadores sobre conectividade, enquanto o painel “Entre rios e redes: a disputa da infraestrutura digital na Amazônia” debateu políticas públicas e os desafios de levar internet a áreas remotas. Outro destaque foi a discussão sobre tecnologias verdes e o papel estratégico da Amazônia na inovação sustentável, reforçando a relevância da região nos debates sobre desenvolvimento tecnológico e transição ecológica.
 
Alcance
 
O FIB16 destacou ainda temas relacionados à soberania, à regulação de plataformas e ao ambiente digital, que estiveram entre os principais assuntos debatidos nesta edição. Além disso, muitos workshops da programação foram propostos pela própria comunidade que participa da construção do fórum e acabaram antecipando discussões que ganharam relevância nacional nos últimos meses. 

A coordenadora do CGI.br e assessora especial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Renata Mielli, também ressaltou a importância da realização do evento na capital paraense. “É uma satisfação retornar a Belém após mais de uma década. A região Norte possui desafios únicos de conectividade, e debater a governança da Internet no coração da Amazônia tem um peso estratégico. Precisamos garantir que a tecnologia atue como um vetor de desenvolvimento sustentável, soberania e inclusão, conectando as realidades locais à pauta global”, afirmou.


Evento reuniu quase 1,5 mil participantes e destacou temas como soberania digital, conectividade, inclusão e protagonismo de povos indígenas e comunidades tradicionais
 
As discussões sobre a Amazônia ocuparam posição central na programação do 16º Fórum da Internet no Brasil (FIB16), realizado entre os dias 25 e 29 de maio, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia, em Belém. Ao longo de cinco dias, o encontro reuniu especialistas, pesquisadores, representantes do governo, organizações da sociedade civil e empresas de diversas regiões do país para debater os principais desafios e oportunidades relacionados à governança da internet, inclusão digital e transformação tecnológica. Ao todo, o evento promoveu 55 atividades, entre workshops, sessões principais, trilhas técnicas e painéis, e recebeu 1.494 participantes, sendo 1.128 presencialmente e 366 de forma online.
 
A programação trouxe para o centro do debate questões ligadas à conectividade na Amazônia, soberania digital, infraestrutura tecnológica, preservação de saberes tradicionais e o uso de tecnologias voltadas ao desenvolvimento sustentável da região. Temas como regulação de plataformas digitais, soberania de dados e os impactos das novas tecnologias também estiveram entre os assuntos mais discutidos durante o fórum.
 
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Entre os destaques estavam workshops voltados aos povos indígenas e comunidades tradicionais. A atividade “Soberania Digital Indígena” reuniu lideranças, pesquisadores e comunicadores indígenas para discutir autonomia tecnológica, redes comunitárias e letramento digital. Outro painel, “Vozes em Rede: Experiências de Inclusão Digital e Soberania Linguística Indígena”, abordou iniciativas de preservação de línguas originárias e o uso da internet como ferramenta de fortalecimento cultural. Também integrou a programação o debate “Comunidades quilombolas e a relação com a internet: entre a vulnerabilidade e a exposição indevida”, que discutiu os desafios enfrentados por essas populações no ambiente digital.
 
A região amazônica também esteve presente em debates sobre infraestrutura e acesso à rede. Sessões como “Conectividade & Inclusão Digital na Amazônia Brasileira” apresentaram estudos voltados à ampliação de indicadores sobre conectividade, enquanto o painel “Entre rios e redes: a disputa da infraestrutura digital na Amazônia” debateu políticas públicas e os desafios de levar internet a áreas remotas. Outro destaque foi a discussão sobre tecnologias verdes e o papel estratégico da Amazônia na inovação sustentável, reforçando a relevância da região nos debates sobre desenvolvimento tecnológico e transição ecológica.
 
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O FIB16 destacou ainda temas relacionados à soberania, à regulação de plataformas e ao ambiente digital, que estiveram entre os principais assuntos debatidos nesta edição. Além disso, muitos workshops da programação foram propostos pela própria comunidade que participa da construção do fórum e acabaram antecipando discussões que ganharam relevância nacional nos últimos meses. 

A coordenadora do CGI.br e assessora especial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Renata Mielli, também ressaltou a importância da realização do evento na capital paraense. “É uma satisfação retornar a Belém após mais de uma década. A região Norte possui desafios únicos de conectividade, e debater a governança da Internet no coração da Amazônia tem um peso estratégico. Precisamos garantir que a tecnologia atue como um vetor de desenvolvimento sustentável, soberania e inclusão, conectando as realidades locais à pauta global”, afirmou.

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