
No Brasil, o café é muito mais do que um hábito diário: é parte da cultura, da economia e, segundo especialistas, também da saúde. Estudos recentes apontam que o consumo moderado da bebida pode trazer benefícios que vão desde a melhora da concentração até a proteção contra doenças crônicas.
A cafeína presente no café estimula o sistema nervoso central, aumentando o estado de alerta e a capacidade de concentração. Para trabalhadores e estudantes, a bebida é vista como uma aliada na produtividade.
Pesquisas internacionais indicam que o consumo regular de café está associado à redução do risco de diabetes tipo 2 e de doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson. Além disso, antioxidantes presentes na bebida ajudam a proteger o coração.
Estudos também relacionam o café à melhora do humor e à redução do risco de depressão. O hábito de tomar café em grupo, seja em casa ou no trabalho, reforça o aspecto social e emocional da bebida.
Para dar mais clareza sobre os benefícios, nossa reportagem conversou com a nutricionista Dra. Mariana Silva, especialista em nutrição clínica.
Repórter: O café pode ser considerado saudável?
Dra. Mariana Silva: “Sim, desde que consumido com moderação. Até três ou quatro xícaras por dia são seguras para a maioria das pessoas. O café é rico em antioxidantes e pode ajudar na prevenção de doenças crônicas.”
Repórter: Quais os principais benefícios?
Dra. Mariana Silva: “Além de melhorar a concentração e dar energia, o café auxilia na proteção cardiovascular, reduz o risco de diabetes tipo 2 e pode até contribuir para a saúde mental, diminuindo sintomas de depressão.”
Repórter: Há riscos no consumo excessivo?
Dra. Mariana Silva: “Sim. O excesso pode causar insônia, ansiedade, palpitações e desconfortos gastrointestinais. Gestantes e pessoas com problemas cardíacos devem ter atenção especial e limitar a ingestão.”
O Brasil é o maior produtor mundial de café e um dos maiores consumidores. No Pará, a bebida está presente no cotidiano das famílias e também movimenta o comércio local.
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