
Alterações no ciclo menstrual são mais comuns do que muitas mulheres imaginam, mas nem todas devem ser encaradas como normais. De acordo com estudo publicado na revista científica Saúde & Desenvolvimento, do Centro Universitário Internacional Uninter, a cólica menstrual afeta entre 50% e 90% das mulheres em idade reprodutiva. O mesmo levantamento aponta que cerca de 10% apresentam sintomas mais intensos, com impacto direto na rotina, podendo comprometer atividades como trabalho e estudos.
Apesar da alta incidência, sintomas como dor intensa, fluxo excessivo e atrasos frequentes ainda são frequentemente normalizados. No entanto, essas alterações podem indicar desequilíbrios hormonais ou doenças ginecológicas que precisam de investigação, como endometriose, síndrome dos ovários policísticos (SOP) e distúrbios da tireoide.
Para a ginecologista da Hapvida, Vitória Cardoso, o ciclo menstrual funciona como um importante indicador da saúde da mulher e deve ser observado com atenção. “Muitas mulheres acreditam que sentir dor intensa ou ter alterações frequentes no ciclo é normal, mas não é bem assim. Quando esses sintomas começam a interferir na rotina ou apresentam mudanças persistentes, é importante investigar”, explica.
Entre os principais sinais de alerta estão o sangramento muito intenso, que pode levar à anemia; o atraso frequente ou ausência de menstruação, que pode indicar alterações hormonais; e a dor incapacitante, que foge do padrão habitual e impacta a qualidade de vida.
A especialista também chama atenção para a tendência de adiar a busca por ajuda médica. “É comum que a mulher normalize esses sintomas por muito tempo. Mas o corpo dá sinais antes de um problema maior. Observar essas mudanças e procurar avaliação médica faz toda a diferença para um diagnóstico precoce e um tratamento adequado”, reforça Vitória.
Além do acompanhamento regular com ginecologista, manter hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de atividade física e controle do estresse, contribui para o equilíbrio hormonal e o bom funcionamento do organismo.
A orientação da médica é que, ao perceber mudanças persistentes no ciclo menstrual, a mulher busque avaliação especializada. O diagnóstico precoce pode evitar complicações e garantir mais qualidade de vida.
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