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Alterações no ciclo menstrual podem ser sinais de alerta para a saúde da mulher

Dados indicam que sintomas comuns podem impactar a rotina e nem sempre devem ser considerados normais

20/04/2026 às 15h39 Atualizada em 20/04/2026 às 17h46
Por: Redação Fonte: Norimar Muller
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Alterações no ciclo menstrual podem ser sinais de alerta para a saúde da mulher

Alterações no ciclo menstrual são mais comuns do que muitas mulheres imaginam, mas nem todas devem ser encaradas como normais. De acordo com estudo publicado na revista científica Saúde & Desenvolvimento, do Centro Universitário Internacional Uninter, a cólica menstrual afeta entre 50% e 90% das mulheres em idade reprodutiva. O mesmo levantamento aponta que cerca de 10% apresentam sintomas mais intensos, com impacto direto na rotina, podendo comprometer atividades como trabalho e estudos.

Apesar da alta incidência, sintomas como dor intensa, fluxo excessivo e atrasos frequentes ainda são frequentemente normalizados. No entanto, essas alterações podem indicar desequilíbrios hormonais ou doenças ginecológicas que precisam de investigação, como endometriose, síndrome dos ovários policísticos (SOP) e distúrbios da tireoide.

Para a ginecologista da Hapvida, Vitória Cardoso, o ciclo menstrual funciona como um importante indicador da saúde da mulher e deve ser observado com atenção. “Muitas mulheres acreditam que sentir dor intensa ou ter alterações frequentes no ciclo é normal, mas não é bem assim. Quando esses sintomas começam a interferir na rotina ou apresentam mudanças persistentes, é importante investigar”, explica.

Entre os principais sinais de alerta estão o sangramento muito intenso, que pode levar à anemia; o atraso frequente ou ausência de menstruação, que pode indicar alterações hormonais; e a dor incapacitante, que foge do padrão habitual e impacta a qualidade de vida.

A especialista também chama atenção para a tendência de adiar a busca por ajuda médica. “É comum que a mulher normalize esses sintomas por muito tempo. Mas o corpo dá sinais antes de um problema maior. Observar essas mudanças e procurar avaliação médica faz toda a diferença para um diagnóstico precoce e um tratamento adequado”, reforça Vitória.

Além do acompanhamento regular com ginecologista, manter hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de atividade física e controle do estresse, contribui para o equilíbrio hormonal e o bom funcionamento do organismo.

A orientação da médica é que, ao perceber mudanças persistentes no ciclo menstrual, a mulher busque avaliação especializada. O diagnóstico precoce pode evitar complicações e garantir mais qualidade de vida.

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